quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Desinfestação dos reprodutores






Na época de 2010 apareceu-me um “piolho” diferente do que tinha visto mas que já tinha ouvido falar. È um parasita muito pequeno, cinzento e que tem a particularidade de não se fazer notar nos reprodutores quando os inspeccionámos, nem nas gaiolas, o que o torna diferente do famoso piolho vermelho ou da pena.

Como este parasita não se alimenta de sangue, a gota do Ivomec F (que uso nas minhas aves, sem problemas) ou outro similar não surte efeito na sua eliminação.

Dei por este parasita numa ave que estava débil e que tinha acabado de morrer. Este não salta como os demais mas quando a apanhei a ave notei a aderência á minha mão e em grande numero destes. Estranhei o facto e coloquei esta ave num saco plástico fechado.

De seguida fiz uma rigorosa inspecção aos restantes reprodutores e NADA. Pensei que seria um caso isolado.

Começa a criação e aparece-me em alguns ninhos este famoso. Notei que só atacavam os canudos das penas das crias, mas mesmo assim debilitavam as mesmas levando á sua morte. Portanto, um parasita da pena diferente dos que conhecia pois ao analisar-se as remiges se identifica os danos causados, o que não acontece neste.

Conversei com Colegas Estrangeiros e questionei-os se já tinham tido este problema. Afirmaram-me que sim e indicaram-me este produto ou similar, mas que tenha o mesmo principio activo, a dose e como aplicar. Após consultas adquiri o CIPER-Pulvizoo e usei a percentagem de 0. 5% por litro de água (5cc, 5 ml por Litro) e pulverizei as aves. Temos que ter o cuidado de o mesmo não ir para os olhos nem bico e não dar quando estão de postura, choco ou com crias ainda no ninho. Pulverizamos por baixo de cada asa, dorso, peito e retrizes e as aves podem ficar molhadas sem problemas. Nos dias seguintes as aves estão frequentemente a cuidar da sua plumagem.

Fiz o teste numa outra ave morta e ainda quente, que se encontrava infestada, pois quando a ave começa a arrefecer os mesmos abandonam a ave e verifiquei que os parasitas morreram de imediato.

Este parasita esconde-se entre as raízes dos canudos das remiges e nos orifícios abaixo dos olhos, o que torna muito difícil a sua detecção.

Pode acontecer que com a aplicação do insecticida as aves esfreguem estes orifícios por ataque deste parasita a tentar-se refugiar e percam algumas penas nesta zona, crescendo as mesmas depois sem problemas.

Também se pode acrescentar á agua do banho e para isso uso uma dose diminuta de 0.60 ml por 5 litros de água.

Nas aves que entram nas minhas instalações tenho este procedimento.

Pode-se pulverizar as instalações na dose de 10% por litro de água, mas ter em atenção um intervalo de segurança se já se tiver utilizado outro produto similar mas com outro principio activo, (ex.Supoma).

Resolvi elaborar este artigo e publica-lo, pois devido ao meu artigo sobre o Supona fui contactado por Colegas de todas as regiões a questionar-me sobre este parasita.

Espero ter sido útil.


video

2 comentários:

  1. Ola Cunha!

    Gostei de ver a exemplificação com o filme.

    espero que este seja o primeiro filme e que outros venham a seguir

    obrigado por partilhar saber sinal que o que sabe não se esgota neste blog

    cordiais cumprimentos deste seu seguidor

    Armando Moreira

    ResponderEliminar
  2. ola amigo cunha tem que por mais filmes destes para nos dar esplicaçoes lol um forte abraço amigo

    http://avesdocostaacores.blogspot.com/

    ResponderEliminar